quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tempo...

"Quando o vento chega e oscila o bambu, o bambu não guarda o som depois que o vento passou. Quando os gansos atravessam o lago, o lago não conserva o seu reflexo depois que eles se foram. Da mesma maneira a mente das pessoas iluminadas está presente quando ocorrem os acontecimentos e se esvazia quando os acontecimentos terminam."

É ruim admitir quando alguma coisa acaba. Quando um acontecimento se transforma em uma lembrança. Mas é assim que as coisas são: o mesmo vento que refresca numa tarde verão, é aquele que se transforma em um furação - rimou a frase toda xD. As coisas vem e vão, o mesmo vento que trás é aquele que leva embora (lembrando que a palavra embora é formada da seguinte forma: em+boa+hora. Seria isso um sinal?)

Quando o tempo leva algo que gostamos a tristeza nos assola. Entramos no período super comum da negação. Fingimos que não nos importamos. E de que adianta? Apenas pra manchar uma boa recordação, transformar o que foi bom em um peso. Tudo dura o tempo necessário, e não é porque acabou que vamos nos deixar abater. Afinal, o tempo leva as coisas boas, mas também leva as coisas ruins. E exatamente ele que sara as feridas que deixou.

Veja o que o provérbio diz: "o coração se esvazia". Não por simplesmente ignorar o passado, mas por se preparar para um novo começo. Quando eu li senti da seguinte forma: o bambu pode não guardar o som, mas ele ficou marcado. Uma envergadura que não estava ali antes. É assim, a vida a seu tempo nos marca e nos cura, e principalmente nos ensina.

O tempo é implacável, inevitável. Mas acima de tudo, ele é JUSTO... (mesmo que a princípio não saibamos reconhecer.)

By:. Viih Loyer.

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