quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Eu só queria dizer...


“O amor é como uma guerra: fácil de começar e difícil de terminar.” – Ninos de Lenclos.
Eu queria dizer que estou aqui, eu sempre estive aqui. Nos dias que você estava triste, e nos que você estava feliz. Eu estava aqui quando você queria alguém pra ligar, e pra minha tristeza estava aqui quando você nem sequer lembrou-se de mim.
E o que você fez comigo? Esqueceu ou fingiu que esqueceu. Nada poderia ser pior que isso. Você poderia ter brigado, podia ter gritado. Você podia ter sorrido como nos dias alegres. Podia ter se entortado como sempre tinha que fazer pra me beijar. Você podia ter me dado um outro sermão sobre responsabilidade.Você preferiu largar de mão. E infelizmente eu ainda posso dizer que estou aqui.
E pra onde foi todo o amor? Diante daquele pequeno problema você desistiu. Eu contava com você. É difícil lutar pelo que se ama, afinal talvez você já não quisesse mais o meu amor. E então eu desisti, mas saiba que de forma alguma foi por medo de lutar. Eu desisti por não ter mais condições de sofrer.
O que o meu amor por você faz comigo? Acaba comigo, me destrói! E me faz ser eu. Faz com que eu sorria por nada. Sorrir ao lembrar de você me chamando de criança e fazendo comigo o que eu fazia com você. Lembrar que eu sempre conseguia o que eu queria. E que você me mimava.
Já me perguntaram por que eu te amo. E eu tinha uma resposta, mesmo que pareça impossível. Eu te amo por você ser exatamente como você é. Te amo porque com você é mais natural sorrir, é mais fácil respirar. Te amo porque ao seu lado é fácil sentir. Te amo pelas suas crises raivosas, pelas suas loucuras. Te amo pela sua voz, independente se dócil ou raivosa, se ao pé do ouvido ou se é gritada.
Te amo porque ao seu lado é fácil ser forte. Te amo porque por você eu crio coragem. Te amo porque um dia você me disse que o amor é um torturador. E me disse também que quem ama é masoquista porque se apaixona pelo seu torturador. E você disse que ainda assim me amava de bom grado. E te amo porque eu não sou forte o suficiente pra te odiar, nem mesmo apenas pra deixar de te amar.

By:. Viih Loyer

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tempo...

"Quando o vento chega e oscila o bambu, o bambu não guarda o som depois que o vento passou. Quando os gansos atravessam o lago, o lago não conserva o seu reflexo depois que eles se foram. Da mesma maneira a mente das pessoas iluminadas está presente quando ocorrem os acontecimentos e se esvazia quando os acontecimentos terminam."

É ruim admitir quando alguma coisa acaba. Quando um acontecimento se transforma em uma lembrança. Mas é assim que as coisas são: o mesmo vento que refresca numa tarde verão, é aquele que se transforma em um furação - rimou a frase toda xD. As coisas vem e vão, o mesmo vento que trás é aquele que leva embora (lembrando que a palavra embora é formada da seguinte forma: em+boa+hora. Seria isso um sinal?)

Quando o tempo leva algo que gostamos a tristeza nos assola. Entramos no período super comum da negação. Fingimos que não nos importamos. E de que adianta? Apenas pra manchar uma boa recordação, transformar o que foi bom em um peso. Tudo dura o tempo necessário, e não é porque acabou que vamos nos deixar abater. Afinal, o tempo leva as coisas boas, mas também leva as coisas ruins. E exatamente ele que sara as feridas que deixou.

Veja o que o provérbio diz: "o coração se esvazia". Não por simplesmente ignorar o passado, mas por se preparar para um novo começo. Quando eu li senti da seguinte forma: o bambu pode não guardar o som, mas ele ficou marcado. Uma envergadura que não estava ali antes. É assim, a vida a seu tempo nos marca e nos cura, e principalmente nos ensina.

O tempo é implacável, inevitável. Mas acima de tudo, ele é JUSTO... (mesmo que a princípio não saibamos reconhecer.)

By:. Viih Loyer.